terça-feira, 19 de abril de 2011

o primeiro videozinho postado a gente nunca esquece

para quem não tem facebook

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

uma pequena vitória


            Desejo relatar uma experiência que, até o momento, tem se revelado bem sucedida em minha escola. Sou professora do “módulo” (também conhecido como “professor CJ”, sigla para Complementação de Jornada) de uma das poucas unidades da Prefeitura de São Paulo que ainda oferecem o ensino médio. Nesta condição, até o ano passado, quando me removi para esta escola, eu era a única professora cuja carga completa fica à disposição da escola para substituir o professor regente na falta deste. Este ano, para minha satisfação, novos colegas do módulo se removeram para minha escola.
            Substituir o professor regente não é tarefa fácil. Até o ano passado, os alunos entendiam que as minhas propostas não tinham validade para o currículo da escola e era difícil convencê-los a aderir e realizar as atividades que eu propunha. Refletindo sobre essa resistência eu concluí que meus alunos não estavam nem um pouco equivocados. Ora, se as atividades que eu propunha não entravam no cômputo de suas avaliações bimestrais e final, meus alunos, naturalmente, não viam sentido em realizá-las.Por encontrar um ambiente de trabalho bastante acolhedor e um número reduzido de turmas e de professores, no segundo semestre fiz algumas propostas que foram prontamente apoiadas e acatadas. Eu solicitei que me fosse fornecido um diário de classe e que eu tivesse voz e voto nos conselhos de classe. Eu havia concluído que uma das maiores ferramentas que uma escola possui apóia-se no registro sistemático do desenvolvimento dos alunos. Mas não solicitei estes registros por algum amor à burocracia, mas sim porque entendi que embasariam a minha avaliação e meu voto no conselho, além de fornecer aos alunos uma evidência física de que minhas aulas estavam sendo devidamente registradas e avalizadas. Assim, os alunos passaram a acatar minhas propostas, pois perceberam que o rendimento deles em minhas aulas teria peso em sua avaliação global.
            Ao fim do ano letivo, minha coordenadora me informou que neste ano os professores CJ teriam um plano de trabalho, diário de classe e voto no conselho. No primeiro dia de aula, informei pessoalmente a todos os alunos sobre isso. Assim como eu, os novos professores que neste ano dividem comigo a tarefa de substituir os professores regentes que se ausentam, não têm encontrado dificuldades (além das esperadas e rotineiras) de conseguir que suas propostas sejam acatadas pelos alunos. 
           

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Esse E se

Às vezes o passado me espia. Minto. Sem pseudopoetismos. Mas é que às vezes eu nem chamo e ele vem na minha mente por uma associação estapafúrdia qualquer que parece até que se faz sozinha. E muitas dessas vezes eu passeando nessas lembranças me pego me olhando meio constrangida, com uma quase vergonha alheia, porque sou eu e não sou mais. E quem me dera poder dizer que essas lembranças constrangedoras pertencem a apenas um período específico da minha vida, digamos, à adolescência ou aos primeiros anos da faculdade, épocas em que tudo é tão novo, excitante e difícil. Não. Às vezes vem de repente uma lembrança de coisa que fiz ou falei na semana passada, e que me faz baixar os olhos, sacudir a cabeça e pensar "ai, Lia...". E sempre fico querendo me prometer que não vou mais dar dessas. Mas eu seeempre dou. Já me disseram para eu ser menos afoita. E pra ser?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

pequena

Quando eu era pequena eu assisti um filme que me impressionou muito. Era a história de uma mulher que sei lá porquê começa a encolher e não pára (Ainda existe assento diferencial? Rá? Enfim). E ela tenta tocar sua vida. A parte que mais me lembro do filme era o momento em que ela fica do tamanho de uma boneca Barbie. Então ela começa a morar na casa da Barbie e a cama e todas as coisas da Barbie servem direitinho. Tá certo que quando ela acorda, abraçada ao Ken, ela está menor ainda. Bom, pra matar a curiosidade ela volta a crescer e no fim do filme ela percebe que não vai parar de crescer mais e então supostamete a aventura continua... Essa parte do filme em que ela mora na casa da Barbie alimentou muito das minhas fantasias infantis, principalmente as de antes de dormir. Mas nos meus devaneios eu ficava do tamanho da Barbie e parava por aí. Aí minha mãe teria que comprar uma casa da Barbie para eu poder morar nela. Então eu teria um quarto e uma sala e uma banheira e tudo mais que a casa da Barbie tem. Eu ficava imaginando que nas refeições minha mãe seriviria um mini pratinho rosa com dois grãos de arroz e um de feijão. E esse era meu almoço.
Eu nunca tive uma casa da Barbie. Mas alguma amiguinha tinha, nem lembro quem. Aliás eu nunca nem tive Barbies. Mentira, tive por um tempo, lembro de umas 7 ou 8, nuas e descabeladas em cima da mesinha de brincar (nós somos três irmãs).  Mas acho que meus pais jogaram fora quando ainda eu era bem pequena e depois nunca mais. Meu pai, com seu jeitão categórico, dizia que abomina três coisas: SBT, Disney e Barbie.
De qualquer forma, era uma boneca muito cara.
E então minha mãe alimentou nossas fantasias femininas com bonecas de papel. Elas vinham em livros, você tinha que destacar, coisa de japonês da Liberdade, com várias roupinhas e acessórios. E o próprio livro virava a casinha. Demais.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

oi tem alguém aí?

Uau, quase três meses sem escrever então acho que ninguém mais lê, então vou escrever solto.
Eu tava na vida boa de só trabalhar meio período (eu contei: 22 horas e 40 minutos por semana) mas bem querendo trabalhar mais e aí que quem mandou, me ofereceram trabalho e eu peguei. Agora trabalho que nem gente grande, umas 40 horas por semana. De novo a minha casa vive a maior parte do tempo imunda e eu jantando miojo e pizza. Eu fui chamada para escrever orientações para o professor(a) de um livro didático de História regional de Santa Catarina para crianças da 4a série. Eu até ficava orgulhosinha dos meus textos até que a Cá me diz o óbvio: que se o pessoal não tivesse mal formado ninguém me pagava para escrever o que escrevo. Mas ainda assim eu ainda gosto de escrevê-los, e ainda assim eu já tô ficando de saco cheio e quero acabar logo.
E agora me dei uma folguinha e quem disse que quero levantar e limpar o pó ou lavar louça?
E já tem sei lá, uns dois ou mais meses o Itaquê começou a ter dores terríveis na coluna e na perna e foi diagnosticado com hérnia de disco. E agora ele tá morando de novo na casa dos pais porque tem que ficar imobilizado a maior parte do tempo possível e resultado é que pra vê-lo eu tenho que migrar para o Butantã. Além do Itaquê, a casa também é uma delícia e às vezes, não raro, eu me planto lá de fim-de-semana pra trabalhar e ter boa comida sem precisar cozinhar e ainda ganhando beijinhos, ele que também muitas vezes precisa trabalhar e aí ficamos os dois, cada um num computador de frente pro outro, "jogando batalha naval" como eu digo.
A merda de tudo é que tenho visto menos as amigas. Preciso ligar, preciso encontrar. Logo.
E o Brasil elegeu a primeira mulher presidente e eu acho isso do caralho, claro, o Serra foi derrotado iuhuuu! tomei um porre homérico, mas agora vamo ficar esperto que a direita tá raivosa e vai cair matando.
A primeira boa notícia dessa eleição é que agora eu já posso voltar a falar mal do governo e do PT. Puxa, foram meses me vigiando, só falando mal escondido, entre íntimos, e defendendo o governo Lula pra Deus e o mundo.
E na época da campanha eu tava achando, como todo mundo, a coisa mais nojenta, realmente o fim do mundo essa campanha e tals, mas agora que eles perderam eu acho divertidissímo pensar que mesmo jogando sujo eles perderam. Eu jogo truco e aprendi que se é pra jogar sujo é pra ganhar. Jogar sujo e perder é que nem ladrão que rouba mas não pode levar. Háháhá.
E esse é o resumo da minha singela vida dos últimos meses. Não é muito mas é de coração.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ai, o Quino...

"Piernas. 
Cerebro. 
Contacto Humano. 
Cultura. 
El próximo a quem amar. 
Ideales, moral, honestidad. 
Dios. 
Es importante que desde pequeño aprenda bien cómo es todo."